quarta-feira, 29 de março de 2017

Governo Federal cogita publicamente a privatização dos Correios

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O Ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização.
Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada. “Não temos saída”, declarou. Devido à crise financeira, os Correios abriram um plano de demissão voluntária e passaram a fechar agências pelo país. 
O ministro se diz contrário à privatização e afirma que o governo está fazendo “todo o esforço” para evitar. “É uma constatação difícil. Sou contra a privatização, mas não há caminho”, declarou. Kassab disse que o governo não tem recursos para investir nos Correios. Segundo ele, ao assumir o ministério, o déficit anual da estatal era de R$ 2 bilhões. “Nós não temos saída: ou nós promoveremos o equilíbrio rapidamente ou nós vamos caminhar para um processo de privatização”, declarou.
O ministro Gilberto Kassab durante cerimônia no Palácio do Planalto de sanção de lei sobre radiodifusão (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)
De acordo com Kassab, a situação da empresa é resultado de “má gestão”. “Má gestão é loteamento, corrupção, não encontrar receitas adicionais, não cortar para manter equilíbrio. A empresa corre contra o relógio”, declarou. Kassab deu as declarações depois de participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão. Em 10 de fevereiro, em entrevista, Kassab descartou qualquer venda de participação nos Correios durante o atual governo, mas disse que “no futuro, com certeza, vai ter participação de capital privado”. Na ocasião, ele afirmou que os Correios iriam reverter os sucessivos prejuízos registrados em 2015 e 2016. Demissão de 25 mil e greve geral em 30 dias A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos quer fazer uma mega rodada de demissões, segundo a Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect). O secretário-geral da entidade, José Rivaldo da Silva, disse que a empresa ‘vazou’ um documento interno que mostra que o departamento jurídico estuda uma manobra para driblar a estabilidade no emprego para que as demissões possam ser efetuadas.
Em nota, os Correios informam apenas que “o programa de demissão motivada ainda está sendo discutido pela diretoria executiva dos Correios”. Os Correios abriram um plano de demissão voluntária com a expectativa de cortar 8.000 trabalhadores. Mas só 5.500 aderiram ao programa. Agora, segundo Silva, o plano seria cortar até 25 mil dos atuais 117 mil funcionários. “Mas não vamos deixar isso acontecer. Eles estão descumprindo pontos do acordo coletivo”, afirmou. O secretário-geral da Fentect diz que os funcionários estão “aterrorizados” e sem “saber o que acontecerá com eles”. “Suspenderam as férias já programadas, vão fechar 250 agências e cortaram o trabalho aos sábados.” Para protestar contra o que considera o descumprimento do acordo coletivo e ameaça de demissões, a Fentect estuda convocar uma greve geral para os funcionários dos Correios. 
A princípio, a ideia é aderir à paralisação geral marcada pelas centrais sindicais para 28 de abril. Com quatro anos seguidos de prejuízo, os Correios estudam fechar 250 agências. Hoje, a empresa conta com 6.511 agências próprias. Silva questiona os motivos alegados pela empresa para seu déficit. “O que existe é a má gestão.” // Veja . G1.
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