terça-feira, 28 de março de 2017

Em cinco anos, roubo de cargas cresceu 105% na Bahia, aponta levantamento

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Dados de um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgados em evento realizado esta semana para lançar o Movimento Nacional Contra o Roubo de Cargas, apontam que, entre 2011 e 2016, este tipo de crime na Bahia cresceu de 215 para 441 casos (alta de 105%). O aumento foi constante: 215 registros em 2011, 282 no ano seguinte, 298 em 2013 e um salto para 326 em 2014. No auge da crise financeira, em 2015, foram 436 saques, até chegar aos 441 casos registrados em 2016. Carlos Guimar, da ICTS, empresa de gestão de risco, destaca três problemas: "Pouco investimento em segurança pública, crise socioeconômica e crise moral e ética". Para ele, a polícia não é treinada e há poucas delegacias especializadas. Sérgio Duarte, vice-diretor da Firjan, concorda que a falta de investimento em segurança pública e a crise contribuem: "O Estado tem pouco recurso, inviabiliza o investimento, e a sociedade consome produto roubado e incentiva esse mercado". Para quem enfrenta os ladrões, a questão é a ineficiência da Justiça, o que gera impunidade. Para Rafael Freire, do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia, os mecanismos da Justiça são lentos e ineficientes. "Fazemos operações, mapeamos rotas de perigo e prendemos quadrilhas. Mas os julgamentos demoram e, por causa da legislação, muitos criminosos são liberados e voltam a cometer os mesmos saques", lamenta. //A Tarde
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