quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Prefeitos baianos cortam no próprio bolso reduzindo o próprio salário

O prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva (PP), na Região Metropolitana de Salvador, seguiu exemplo de outros gestores de municípios baianos e determinou, nesta quinta-feira (10), a redução do próprio salário em 30%. A justificativa, de acordo com o gestor, é para garantir os serviços básicos sem perder a capacidade de investimento. A medida pretende, ainda, cortar gastos entre 20 e 30% dos cargos. O pepista enviou à Câmara Municipal de Vereadores projeto que prevê a redução de funções comissionadas.
Em decreto publicado nesta terça-feira (8), o prefeito de São Gonçalo dos Campos, Antônio Dessa Cardozo (PSD), conhecido como Furão, determinou a redução em 30% do próprio salário e dos subsídios dos ocupantes dos cargos de vice-prefeito, secretários, assessores, diretores, vice-diretores e chefes do município localizado na Região Metropolitana de Feira de Santana. Segundo a publicação, a medida tem o objetivo de melhorar e garantir a continuidade dos serviços públicos municipais.
A crise econômica e a queda na arrecadação levou o prefeito de Mundo Novo, Luzinar Medeiros (PSD), a seguir os exemplos do petista Ademar Delgado (Camaçari) e o verde Eures Ribeiro (Bom Jesus da Lapa), e reduzir em 20% o próprio salário e do vice-prefeito.
 Por meio de decreto publicado na quarta-feira (2), o gestor também cortou em 15% os rendimentos de secretários e em 10% os subsídios de assessores. “O Executivo municipal precisa dar o exemplo nesse momento de crise e de perda de arrecadação em Mundo Novo. Preciso respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e essa medida se fez necessária para adequar nossas despesas a esta difícil realidade”, afirmou Luzimar

Mais um prefeito baiano resolveu reduzir o próprio salário para dar fôlego às contas públicas. Em Bom Jesus da Lapa, Oeste baiano, o gestor Eures Ribeiro (PV) cortou em 33% seus rendimentos, do vice-prefeito, secretários municipais e cargos de confiança. No início da semana.
Faltam 411 municípios. Pela contagem do Bocão News, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), é o sexto gestor baiano – das 417 cidades do estado – a reduzir o próprio salário. Com popularidade em baixa, o chefe do Município localizado no Sul da Bahia, retirou 40% de seus subsídios, além de determinar a redução em 20% dos salários de secretários e cargos de confiança. O vice-prefeito Carlos Machado equiparou os rendimentos dele ao de secretários. A medida, de acordo com Ribeiro, é para reduzir os gastos com pessoal.
“Nada mais justo do que nós mesmos darmos o exemplo e nossa contribuição para alcançarmos esse objetivo”. Ribeiro enfatizou que a medida é voluntária, já que seus vencimentos são determinados por lei aprovada na Câmara de Vereadores. A redução de salários deve resultar na economia de R$ 143 mil, o que representa pouco mais de 1% do total da folha de pagamento mensal da Prefeitura.
Um decreto publicado no Diário Oficial do Município de Barra da Estiva oficializou o que já havia sido dito que seria colocado em prática na prefeitura; o prefeito Adriano Carlos Dias Pires (Dinho), reduziu o próprio salário, bem como o da Vice - Prefeita, Secretários, Cargos Comissionados e de Confiança, em 10% até 31 de dezembro.
A atitude tomada pelo executivo visa manter o equilíbrio das contas públicas tendo em vista a queda de arrecadação. Outros municípios já adotaram a mesma medida, devido as dificuldades encontradas com a crise econômica e política que atinge todo o Brasil.
Diante da forte crise que atinge os pequenos municípios e, para tentar evitar demissões em massa, o prefeito de Itapé, Pedro Jackson Brandão (Pedrão) vai baixar decreto nesta sexta-feira 11/09, reduzindo em 20% o próprio salário, bem como do vice-prefeito, secretários e, de todos os cargos comissionados retroativo a 1º de Setembro.

Ainda segundo o prefeito a medida será uma forma de conter os custos e amenizar o impacto da crise econômica que têm atormentado principalmente os municípios pequenos, a exemplo de Itapé.
“O volume de repasses federais e estaduais continua em queda.” Com essa afirmação o prefeito de Itaju do Colônia, Padre Edinaldo Martins (PT), resumiu o contexto que o levou, à se reunir com todo secretariado na manhã desta segunda-feira, 14, onde o prefeito afirmou que vai reduzir o próprio salário, dos secretários, cargos comissionados e agente políticos.

Ao descrever o momento desfavorável, Padre Edinaldo, fez questão de ressaltar a natureza externa das dificuldades. “Este não é um problema exclusivo do município de Itaju do Colônia, mas uma realidade que afeta o país inteiro e principalmente os pequenos municípios.
Fernando Brito, gestor de Cairu, assinou na sexta-feira, 11, um decreto que reduz em 20% o seu salário e o do vice-prefeito. A ação também atinge os secretários municipais e os servidores que ocupam cargos comissionados, em 10%. No começo do mês o prefeito de Camaçari, Ademar Delgado, também adotou a mesma medida.
De acordo com a prefeitura de Cairu, com as reduções, até o fim do ano será feita uma economia de R$ 1 milhão. A medida tem como objetivo, manter a execução orçamentária, o equilíbrio das contas e o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o exercício financeiro.
Em Manoel Vitorino, na região do Médio Rio de Contas, a queda na arrecadação do município levou o prefeito Lenilton Lopes (PDT) a reduzir o próprio salário em 15%. De acordo com informações da Prefeitura de Manoel Vitorino ao Blog Marcos Frahm, o chefe do Executivo local assinou um decreto que reduz, em 15%, o seu próprio salário e do vice, 12% dos secretários e 10% de cargos de chefia e direção. A Prefeitura informou que iniciativa busca a redução de gastos com a folha de pagamento, evitando que serviços essenciais sejam prejudicados e que, o município, assim como outros, sofre com a queda de repasses por parte do governo. Além do corte nos salários, a Prefeitura de Manoel Vitorino cortou gastos com diárias, cursos e horas extras. A medida entrou em vigor em 1° de setembro e vale pelos próximos 120 dias.
O prefeito do município de Itagi, Railton Ramos, reduziu em 10% o próprio salário e o da vice-prefeita, os cargos comissionados tiveram uma redução de 20% a 100%. A decisão entrou em vigor desde o dia 1º de agosto. Segundo o gestor, a crise financeira atual pela qual passa o país, somada com a redução da receita da cidade, exigiu que uma medida emergencial fosse adotada. “Nada mais justo do que nós mesmos darmos o exemplo e nossa contribuição para alcançarmos esse objetivo”. Railton enfatizou que a medida é voluntária, já que seus vencimentos são determinados por lei aprovada na Câmara de Vereadores. A redução de salários e outras despesas deve resultar na economia de aproximadamente R$ 130 mil, o que representa pouco mais de 12% da folha de pagamento mensal da Prefeitura.
A prefeita de Ubatã, Siméia Queiroz (PSB), anunciou, em reunião realizada nesta quarta-feira (16), o corte de 25% de seu salário e também no vencimento de todos os servidores que ocupam cargos em comissão na gestão municipal. O corte, segundo a gestora, ocorre devido à crise enfrentada pelo Brasil nos últimos meses, que fez com que houvesse uma queda significativa nas receitas do município.
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